Florence

Abril 7th, 2012 § Deixe um Comentário

Imagem

Março 25th, 2012 § Deixe um Comentário

20120325-223128.jpg

Tete

Março 25th, 2012 § Deixe um Comentário

uma lufada

Março 24th, 2011 § Deixe um Comentário

Neste momento particularmente conturbado da nossa vida politica, em que olhamos para a frente e para os lados e vemos igual e apenas cinza, parece-me particularmente pertinente citar Adam Smith, embora não acredite que alguma vez na minha vida, no meu país, venha a ser possível respirar esta lufada. Dizia ele então que o maior mérito do liberalismo é o facto de ser um sistema no qual os homens com as piores qualidades conseguem fazer menos mal. É um sistema social cujo funcionamento não depende de encontrarmos homens com qualidade para o gerir, tampouco reside na esperança de que todos os homens se venham a tornar melhores do que na realidade são, mas que antes faz uso dos homens em toda a sua variedade e complexidade, umas vezes boa, umas vezes má, às vezes inteligente, na maioria das vezes estúpida.

Posted with WordPress for BlackBerry.

day after

Março 24th, 2011 § Deixe um Comentário

Estou em pulgas (mesmo, mesmo mesmo) para saber quais são as gorduras do estado que o PSD vai cortar quando (se) chegar ao poder. Entretanto, já avançaram uma ideia verdadeiramente inovadora, um aumento do IVA para 25%. É caso para dizer, em Inglês técnico “Keep up with the good work”…

 

 

P.S. – Desculpem lá qualquer coisinha mas estou em crer que o que se seguirá será um combate entre farinhas…

 

teorema da governabilidade portuguesa

Março 23rd, 2011 § Deixe um Comentário

Proposição: De quem é a culpa ?

Formulação: Procura-se demonstrar, por via da afirmação discursiva dos distintos intervenientes políticos empresariais e sociais, o nível de responsabilidade política no estado da nação que cada um deles admite como sua.

Evidências: Discursos diversos, a saber: Não me deram tempo ou espaço (presidência da república), o PSD quer o poder a todo o custo (governo), Demos todas as condições de governabilidade (PSD), O bailarico já devia ter acabado há muito (CDS), Há empresas que têm lucros (PCP), #i#n#d#e#c#i#f#r#á#v#e#l (BE), Os patrões pagam muito pouco para o muito pouco que trabalhamos (Sindicatos), O governo não nos apoia (Empresários), “isto está tudo mal, fora com eles ” – like (o povo interventivo), “nunca pior nunca pior” – like (o povo manso)

Corolário: A culpa é sempre dos outros

Parkinson lives (and rules)

Março 23rd, 2011 § Deixe um Comentário

Reza a lei de Parkinson que o número total de empregados numa burocracia cresce a um ritmo anual mínimo de 5% independentemente do volume de trabalho (se o houver) a realizar.  De facto, a organização burocrata multiplica o número de pessoas necessárias ao seu funcionamento sem que isso torne necessário que tenham aumentado também a massa e a qualidade do trabalho realizado. É uma lei engraçada e que mostra todas as suas evidências em sistemas de governação socialistas. De qualquer forma, penso eu, 5% são 5%, talvez seja um ritmo de crescimento algo exagerado para um sistema político de governação moderno e modernizado, dito do sec. XXI. Já tinha por isso arrumado esta lei no cantinho mental das leis inaplicáveis em qualquer sociedade democrática ainda que, como a nossa, pouco evoluída*. Mas eis senão quando recebo uns e-mails do Sr X, que é Adjunto do Secretário de Estado Adjunto, depois de já ter recebido um outro e-mail de um outro Sr. Y que é também ele próprio um Adjunto desse mesmo Secretário de Estado Adjunto, e dou por mim a pensar quem será o Sr. Z, também ele indicado nos e-mails que recebi e que sei, com certeza, não ser o Secretário de Estado Adjunto.**

Acontece pois que o nosso sistema de governação, como é aliás por demais evidente, tem fortes traços de oligarquia, cujo instrumento expoente, como sabemos, é a burocracia pelo que, afinal…até porque, não é fácil manter esta tirania, a formulação de Parkinson ganha novo fôlego no nosso país.

Valha-nos que, a partir de hoje, o menino Pedro acabará com todo o clientelismo que se apoderou da nossa sociedade e dos nossos partidos políticos.

 

* – Só a partir daqui já poderemos construir várias teses de mestrado.

** – Não há qualquer cinismo contido nesta frase, os títulos que nela se referem são os exactos títulos com que os srs se anunciam.

no paradox

Março 23rd, 2011 § Deixe um Comentário

um ano perdido

Março 18th, 2011 § Deixe um Comentário

Tinha razão Passos Coelho quando ontem o afirmou. Um ano perdido. De facto. Desde que chegou à liderança do partido não se lhe conheceu nenhuma ideia, não se lhe conheceu qualquer pensamento estruturante ou desestruturante. Tudo o que nos apresenta vem, quando muito, da cabeça de outros. E ainda assim, regra geral, mantém uma certa distância conveniente dessas ideias dos outros (não vão elas desagradar a algum grego ou a algum troiano), afirmando amiúde que não se identifica com todas elas. O que resta saber é então, com o que se identifica ele afinal. Se todos os projectos ou projectos de projecto, acabam na gaveta ao primeiro “ui”. Se as cambalhotas são tantas… vale-nos pelo menos o facto de o vazio, por não nos pesar no estômago, tampouco nos fazer vomitar.
Lembrem-se os defensores deste senhor que havia um outro que falava em rupturas, sim rupturas, esse conceito que não aparece no dicionário político português. Este Sr. tinha (e continua a ter) ideias, bastante concretas por sinal e tinha em dose suficiente aquilo que hoje falta aos demais, coragem. Coragem para assumir as suas ideias, os seus ideais, os seus projectos. Riram-se os acólitos do “mais do mesmo mas agora em versão loira” não encontrando contra ele argumentos mais válidos do que uma anterior filiação no CDS (pecado mortal no PSD!) e o facto de ter um cão… esquecendo-se convenientemente que estavam a apoiar um retornado, ex-filiado na juventude comunista. Contraditório ? Não, nem por isso. Quando as discussões não vão para além da espuma e do mkt, perdoam-se as maiores inconsistências, incoerências e tonterias. E afinal, quem neste país não foi em tempos filiado numa esquerda moderada ou radical não faz percurso politico.

Mas então e a saber, o que pensa afinal o presidente do psd da justiça, da educação, da saúde ? Qual o modelo de “estado social” (seja lá o que isso for) que defende ? Suportado em quem ? Em quê ? Quais são as “reformas” com que se compromete ? Qual é afinal o modelo Passista de governação ? Se Sócrates continua no poder (e ao que tudo indica continuará, mesmo depois de eleições) não posso deixar de lhe acicatar culpas. Porque na vida não somos apenas responsáveis pelo que fazemos, somos também responsáveis pelo que não fazemos e aqui, na ausência e no vazio, Passos Coelho tem sido imbatível.
O resultado, assertivamente plasmado por ele mesmo é esse, um ano perdido ! Para mim e para muitos, se fosse apenas um ano não seria mau. Mas o problema é que já vemos este filme há demasiados anos e continuaremos a vê-lo nos próximos.

 

"let´s look at a traila"

Março 17th, 2011 § Deixe um Comentário

Na audiência de hoje, Passos Coelho dirá basicamente isto ao PR: “Durante um ano fiz o frete, agora que já foste eleito é a tua vez” ao que o PR responderá com o assertivo evasivo que o caracteriza “olhemos para os números da execução orçamental durante a próxima semana e retiremos daí as consequências…”

Nas cenas dos próximos capítulos o governo, que no Sábado já conseguiu o cheque, fará o mate, com isto.

E lá vamos nós finalmente para eleições, no PSD.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.